ÍÍndios da Amazônia se unem contra uma gigante do petróleo canadense 15 março 2013 Os recursos abundantes de sua floresta fornecem aos Matsés uma dieta rica e variada.

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ÍÍndios da Amazônia se unem contra uma gigante do petróleo canadense 15 março 2013
Os recursos abundantes de sua floresta fornecem aos Matsés uma dieta rica e variada.

 

DA SÉRIE OIT 169 
FRANCO DA ROCHA NEWS, 20 DE JUNHO DE 2014 - 16H26
COLUNA ACONTECE AGORA - www.francodarochanews.jex.com.br
Índios da Amazônia se unem contra uma gigante do petróleo canadense 15 março 2013
Os recursos abundantes de sua floresta fornecem aos Matsés uma dieta rica e variada.
© James Vybiral/Survival
Índios da Amazônia do Peru e do Brasil se uniram para impedir uma companhia de petróleo canadense que vem destruindo suas terras e ameaçando as vidas de tribos isoladas.

Centenas de índios Matsés se reuniram na fronteira do Peru com o Brasil no último sábado e pediram aos seus governos para deterem a exploração, alertando que o trabalho irá devastar sua floresta.

A gigante Pacific Rubiales tem sede no Canadá e já começou a exploração de petróleo no ‘Bloco 135’ no Peru, que está diretamente sobre uma área proposta para ser uma reserva de tribos isoladas.

Em uma rara entrevista com a Survival, uma mulher Matsés disse: “O petróleo destruirá o lugar onde nossos rios nascem. O que acontecerá com os peixes? O que os animais beberão?”

Matsés
Mulher Matsés Antonina Duni Goya Nesho fala sobre o futuro do seu filho
Os Matsés são em torno de 2.200 índios e vivem ao longo da fronteira entre Peru e Brasil. Junto com a tribo dos Matis, com os quais estão intimamente relacionados, eles eram conhecidos como o ‘povo onça’ por causa de suas pinturas faciais e tatuagens, que se assemelham aos bigodes e dentes da onça.

Os Matsés foram contatados pela primeira vez nos anos de 1960, e desde então vêm sofrendo com as doenças introduzidas pelos forasteiros. Tribos isoladas também correm extremo risco de contato com forasteiros, devido à introdução de doenças para as quais eles possuem pouca ou nenhuma imunidade.

Apesar da promessa de proteger os direitos dos cidadãos indígenas, o governo peruano tem permitido o andamento de um projeto de $ 36 milhões. Empreiteiros irão cortar centenas de quilomêtros de linhas de testes sísmicos através da floresta onde vivem as tribos isoladas, além de realizar a perfuração de poços exploratórios.

Dois homens Matsés inalam um potente rapé de tabaco. Os cortes no braço do homem indicam onde o veneno de sapo foi aplicado – uma prática tradicional Matsés para ajudar nas habilidades de caça.
Dois homens Matsés inalam um potente rapé de tabaco. Os cortes no braço do homem indicam onde o veneno de sapo foi aplicado – uma prática tradicional Matsés para ajudar nas habilidades de caça.
© James Vybiral/Survival
O governo também concedeu uma licença para a exploração de petróleo no ‘Bloco 137’, que fica ao norte do ‘Bloco 135’, o qual incide diretamente sobre a terra dos Matsés. Apesar da grande pressão da companhia, a tribo resiste firmemente contra as atividades da petroleira em sua floresta.

Os efeitos do trabalho do petróleo também poderão ser sentidos para além da fronteira do Brasil, no Vale do Javari, lar de várias outras tribos isoladas, onde os testes sísmicos bem como a construção de poços ameaçam poluir as nascentes de vários rios dos quais dependem essas tribos.

O diretor da Survival Stephen Corry disse: “O Estado Canadense foi fundado sobre o roubo de terras tribais. Quando os europeus invadiram o Canadá, eles introduziram doenças externas, assumiram o controle dos recursos naturais, e provocaram a extinção de povos inteiros. É uma grande ironia que hoje uma companhia canadense esteja prestes a cometer os mesmos crimes contra as tribos do Peru. Por que o governo peruano não defende seus próprios compromissos para com os direitos indígenas? A história nos diz que quando a terra de povos isolados é invadida, em seguida vêm a morte, a doença e a destruição.”
COM CONTEÚDO SUVIRVAL INTERNACIONAL
www.survivalinternational.org/ultimas-noticias/9031
DA REDAÇÃO DO FRANCO DA ROCHA NEWS
EDIÇÃO:
JORNALISTA DR. JOSÉ CARLOS PEREIRA
ALTO COMISSARIO DIREITOS HUMANOS
DA SÉRIE OIT 169 
FRANCO DA ROCHA NEWS, 20 DE JUNHO DE 2014 - 16H26
COLUNA ACONTECE AGORA - www.francodarochanews.jex.com.br
Índios da Amazônia se unem contra uma gigante do petróleo canadense 15 março 2013
Os recursos abundantes de sua floresta fornecem aos Matsés uma dieta rica e variada.
© James Vybiral/Survival
Índios da Amazônia do Peru e do Brasil se uniram para impedir uma companhia de petróleo canadense que vem destruindo suas terras e ameaçando as vidas de tribos isoladas.

Centenas de índios Matsés se reuniram na fronteira do Peru com o Brasil no último sábado e pediram aos seus governos para deterem a exploração, alertando que o trabalho irá devastar sua floresta.

A gigante Pacific Rubiales tem sede no Canadá e já começou a exploração de petróleo no ‘Bloco 135’ no Peru, que está diretamente sobre uma área proposta para ser uma reserva de tribos isoladas.

Em uma rara entrevista com a Survival, uma mulher Matsés disse: “O petróleo destruirá o lugar onde nossos rios nascem. O que acontecerá com os peixes? O que os animais beberão?”

Matsés
Mulher Matsés Antonina Duni Goya Nesho fala sobre o futuro do seu filho
Os Matsés são em torno de 2.200 índios e vivem ao longo da fronteira entre Peru e Brasil. Junto com a tribo dos Matis, com os quais estão intimamente relacionados, eles eram conhecidos como o ‘povo onça’ por causa de suas pinturas faciais e tatuagens, que se assemelham aos bigodes e dentes da onça.

Os Matsés foram contatados pela primeira vez nos anos de 1960, e desde então vêm sofrendo com as doenças introduzidas pelos forasteiros. Tribos isoladas também correm extremo risco de contato com forasteiros, devido à introdução de doenças para as quais eles possuem pouca ou nenhuma imunidade.

Apesar da promessa de proteger os direitos dos cidadãos indígenas, o governo peruano tem permitido o andamento de um projeto de $ 36 milhões. Empreiteiros irão cortar centenas de quilomêtros de linhas de testes sísmicos através da floresta onde vivem as tribos isoladas, além de realizar a perfuração de poços exploratórios.

Dois homens Matsés inalam um potente rapé de tabaco. Os cortes no braço do homem indicam onde o veneno de sapo foi aplicado – uma prática tradicional Matsés para ajudar nas habilidades de caça.
Dois homens Matsés inalam um potente rapé de tabaco. Os cortes no braço do homem indicam onde o veneno de sapo foi aplicado – uma prática tradicional Matsés para ajudar nas habilidades de caça.
© James Vybiral/Survival
O governo também concedeu uma licença para a exploração de petróleo no ‘Bloco 137’, que fica ao norte do ‘Bloco 135’, o qual incide diretamente sobre a terra dos Matsés. Apesar da grande pressão da companhia, a tribo resiste firmemente contra as atividades da petroleira em sua floresta.

Os efeitos do trabalho do petróleo também poderão ser sentidos para além da fronteira do Brasil, no Vale do Javari, lar de várias outras tribos isoladas, onde os testes sísmicos bem como a construção de poços ameaçam poluir as nascentes de vários rios dos quais dependem essas tribos.

O diretor da Survival Stephen Corry disse: “O Estado Canadense foi fundado sobre o roubo de terras tribais. Quando os europeus invadiram o Canadá, eles introduziram doenças externas, assumiram o controle dos recursos naturais, e provocaram a extinção de povos inteiros. É uma grande ironia que hoje uma companhia canadense esteja prestes a cometer os mesmos crimes contra as tribos do Peru. Por que o governo peruano não defende seus próprios compromissos para com os direitos indígenas? A história nos diz que quando a terra de povos isolados é invadida, em seguida vêm a morte, a doença e a destruição.”
COM CONTEÚDO SUVIRVAL INTERNACIONAL
www.survivalinternational.org/ultimas-noticias/9031
DA REDAÇÃO DO FRANCO DA ROCHA NEWS
EDIÇÃO:
JORNALISTA DR. JOSÉ CARLOS PEREIRA
ALTO COMISSARIO DIREITOS HUMANOS
Última atualização em Sex, 20 de Junho de 2014 20:09
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