É hora de acabar com o indigenismo – antes que incendeie o Brasil

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INDIGENISMO E POLÍTICA INDIGENISTA

É hora de acabar com o indigenismo – antes que incendeie o Brasil

Os episódios conflituosos envolvendo indígenas em vários estados, neste início de 2014, não deixam margem ... Ver mais

FRANCO DA ROCHA NEWS, 17 DE JUNHO DE 2014 - 19h00

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INDIGENISMO E POLÍTICA INDIGENISTA

É hora de acabar com o indigenismo – antes que incendeie o Brasil

Os episódios conflituosos envolvendo indígenas em vários estados, neste início de 2014, não deixam margem a dúvidas: ou a sociedade brasileira se decide a interromper o avanço do indigenismo como ideologia motivadora das políticas do Estado para os povos indígenas, ou o País corre o risco de ver multiplicarem-se de forma explosiva os conflitos entre estes últimos e os não-indígenas, com sérias ameaças para a ordem social e, no extremo, até mesmo para a sua integridade territorial.

 

O fato mais grave ocorreu em Humaitá (AM), onde a população local está rebelada contra os índios tenharins, devido ao pedágio cobrado por eles na rodovia Transamazônica, que corta as suas terras, e pelo desaparecimento de três homens, em circunstâncias que sugerem uma represália dos indígenas pela morte de um de seus caciques. Após o desaparecimento, ocorrido em 16 de dezembro, diante da inação das autoridades, centenas de moradores da cidade se revoltaram contra a Fundação Nacional do Índio (Funai), incendiando imóveis e veículos da agência, destruíram os postos de pedágio e invadiram a Terra Indígena Tenharim. Até o momento, o caso ainda não foi esclarecido, embora a Polícia Federal (PF) tenha encontrado um veículo semelhante ao dos desaparecidos, incendiado, dentro da reserva indígena.

 

O caso é emblemático em todos os sentidos e demonstra de forma insofismável que a “proteção” os indígenas não passa de um pretexto para a implementação de uma política ideológica.

 

A explosão em Humaitá é o resultado de tensões latentes desde que os tenharins começaram a cobrar o pedágio na rodovia, em 2006, sem que qualquer medida legal tenha sido tomada contra eles. Além dos postos próximos a Humaitá, moradores de Santo Antônio do Matupi, a 180 km de distância, também destruíram outros dez postos de cobrança que ficavam mais próximos do vilarejo. Os índios alegam que a “cobrança de compensação”, como a chamam (com valores variáveis entre R$ 15,00 e R$ 120,00), representa uma das poucas fontes de renda para a comunidade, estimada em cerca de 900 pessoas divididas em oito aldeias. Em um surpreendente diálogo com o general Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, que viajou à região para participar das negociações com os índios, o cacique Aurélio Tenharim afirmou:

 

A cobrança de compensação ajudou crescer Santo Antonio de Matupi, pois comprávamos roupas. O índio pega o ônibus, paga a passagem, são 25 reais. Tem a Luz para Todos, a gente achava que ia pagar só uma taxa, mas é conforme o uso. Tem família que paga 150. A saúde, o governo oferece atenção básica, mas exame de média e alta complexidade o governo não oferece e o índio paga. A cobrança de compensação vai lá e cobre. (…)

 

Realmente, o usuário da Transamazônica é inocente, a gente está ciente disso, mas infelizmente, temos que chamar a atenção do governo. Nós somos pacíficos, queremos diálogo com o governo. General, essas crianças que estão aí, como é que vamos garantir a vida delas? O governo não oferece nenhum projeto. O indigenismo está defasado, combatido pelo ruralista. Espero que Deus mande a cada um de vocês inteligência e sabedoria para dialogar com a gente. Somos um povo indígena que ninguém olha por nós. A sociedade está olhando para nós como bandidos e assassinos. (…) (O Estado de S. Paulo, 7/01/2014).

 

Outro cacique, Zelito Tenharim, fez coro com ele: “O índio não pode plantar, não pode vender, não pode produzir artesanato. Todo projeto sustentável que tentamos implantar na aldeia é barrado. Em contrapartida, o governo também não oferece projetos viáveis. O corpo indigenista está ultrapassado. Fica difícil (G1, 7/01/2014).”

 

Mesmo sem dar detalhes, o líder indígena deixou implícito que tais limitações decorrem dos impedimentos impostos pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela própria Funai.

 

Curiosamente, os tenharins parecem já bastante afastados dos modos de vida tradicionais de seus antepassados. Como observou o jornalista Fabiano Maisonnave, da Folha de S. Paulo, a maioria da comunidade – que não tem pajés – é evangélica, torce pelo Corinthians e pelo Flamengo e mora em casas de madeira com eletricidade. Além disto, quase todas as famílias são bilíngues, têm aparelhos de televisão e motocicletas e duas de suas oito aldeias estão conectadas à internet (Folha de S. Paulo, 5/01/2014).

 

Em tais condições, é simplesmente absurdo que sejam tratados como indígenas atrasados e incapazes de um processo ordenado de integração à civilização (que deveria ser o objetivo último de uma política indigenista séria), e abandonados às mazelas de uma política segregacionista que, além de não atender às suas necessidades, os coloca em confrontação com os seus vizinhos não indígenas.

 

A inclinação de certos integrantes do aparato indigenista pela incitação a tal oposição ficou evidenciada no episódio que originou a explosão de Humaitá, a morte do cacique Ivan Tenharim, no início de dezembro, em decorrência do que a sua própria família considerou como um acidente de moto. “Em nenhum momento a gente falou que o meu pai foi assassinado. A gente não protestou nem chegou a acusar ninguém”, disse à Folha o filho do cacique, Gilvan, que também explicou que a família não autorizou uma autópsia completa por razões culturais. A hipótese de crime foi levantada por ninguém menos que o coordenador regional da Funai, Ivã Bocchini, em um comentário postado, dias depois, no blog oficial do órgão, posteriormente retirado, mas preservado em outros sítios:

 

Ivan era como um chefe de Estado. As autoridades competentes devem ser capazes, agora, de dar uma resposta a altura da importância que o cacique tinha para os Tenharim. A Funai irá cobrar a polícia para que haja investigação e seja apontada a verdadeira causa da morte (RacismoAmbiental.net.br, 26/12/2013).

 

Em uma demonstração de que as suspeitas de Bocchini não eram isoladas, a agência as repetiu quase um mês depois, na nota oficial divulgada após a explosão de fúria dos moradores de Humaitá:

 

Na busca por solucionar os casos envolvendo a morte do cacique Ivan Tenharim e o desaparecimento dos não indígenas, a Funai contatou os órgãos de segurança pública, colocando-se à disposição para informações, inclusive no que se refere ao ingresso das forças policiais na Terra Indígena, além de solicitar abertura de inquérito sobre os casos (grifos nossos) (Funai, 30/12/2013).

 

Para Gilvan Tenharim, houve uma “precipitação” da Funai. “A gente viu que ele caiu da moto”, disse ele.

 

Em Humaitá, muitos atribuem o sequestro dos desaparecidos a uma represália pela morte do cacique, instigada pelas declarações levianas de Bocchini e seus colegas.

 

Para somar o insulto ao agravo, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal do Amazonas – que não fizeram qualquer manifestação de solidariedade às famílias dos desaparecidos -, se apressaram na defesa dos indígenas. O primeiro, intimando a Funai e a União a assegurar a proteção dos tenharins, sob pena de multa diária, e a segunda, aprestando-se a enviar o processo à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH) (Agência Brasil, 7/01/2014). A CIDH é o mesmo órgão que condenou o governo brasileiro por supostas violações de direitos indígenas no projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

 

A mesma indiferença pelo drama dos desaparecidos foi manifestada pelo Ministério da Justiça e a Secretaria de Direigos Humanos da Presidência da República, em contraste com as sempre prontas reações destes órgãos em casos de violência contra indígenas.

 

Salta aos olhos que os povos indígenas brasileiros não necessitam desse tipo de “proteção” segregacionista e antinacional. A propósito, fazemos nossas as palavras do sociólogo Demétrio Magnoli, em sua coluna publicada no jornal O Globo de 2 de janeiro (“A guerra do gentio”):

 

O modelo de terras indígenas exclusivas, hermeticamente lacradas, tem sentido para os casos de grupos isolados que conservam modos de vida tradicionais. Mas a sua aplicação generalizada reflete apenas a utopia multiculturalista da restauração de “povos originais” e, na prática, serve unicamente aos interesses das ONGs e das entidades religiosas que conseguiram capturar a política indígena oficial.

 

O cacique motoqueiro dos Tenharim, as aldeias indígenas que vivem de rendas de pedágios clandestinos, os índios terena e guarani que cultivam melancias em “terras sagradas” para vendê-las no mercado não são “povos da floresta”, mas brasileiros pobres de origem indígena. Eles certamente precisam de terras – mas, sobretudo, necessitam de postos de saúde e escolas públicas. A política da segregação étnica é, de fato, uma forma cruel de negação de direitos sociais básicos.

 

O [governo Lula] não inventou a terceirização da política indígena para as ONGs multiculturalistas e os missionários pós-modernos, mas a conduziu até suas consequências extremas. Hoje, no Brasil profundo, colhem-se os frutos dessa modalidade sui generis de privatização das políticas públicas.

 

O “indigenismo” é uma insidiosa variante do “multiculturalismo”, que promove a identificação dos indivíduos e das sociedades pelas suas raízes étnicas e culturais, de modo a estabelecer modos de vida exclusivos e relativamente segregados dos demais grupos sociais, devidamente protegidos por políticas públicas exclusivistas. Para os seus adeptos e propagandistas, a única forma de coexistência possível entre índios e não-índios é a separação semipermanente e, quando os interesses de uns e outros se entrechocarem, deverão sempre prevalecer os dos indígenas. Estes últimos, definidos de maneiras cada vez mais questionáveis, por um aparato integrado por funcionários governamentais e antropólogos profissionais ideologicamente motivados e apoiados por organizações não-governamentais (ONGs) brasileiras e estrangeiras, engajados em uma agenda que em nada favorece os interesses maiores da nação brasileira.

 

Como temos denunciado e demonstrado, sistematicamente, essa agenda antinacional não é de origem doméstica. Ela tem suas raízes na estratégia de importantes círculos oligárquicos das nações industrializadas do Hemisfério Norte – em especial, EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Bélgica e Noruega -, que promovem e manipulam politicamente causas populares, como a proteção dos povos indígenas e do meio ambiente, para obstaculizar o pleno desenvolvimento de países como o Brasil, no contexto da sua visão caolha de economias de “soma zero” e recursos naturais supostamente insuficientes para assegurar a extensão do progresso a todo o planeta.

 

Uma instituição-chave desse esforço é o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que utiliza uma falsa promoção do ecumenismo religioso para promover a pauta do “multiculturalismo”, como demonstram os jornalistas Lorenzo Carrasco e Silvia Palacios, no livro Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil: um olhar nos porões do Conselho Mundial de Igrejas (Capax Dei, 2013).

 

Desafortunadamente, tal agenda conta com numerosos adeptos no País, que a adotaram por conveniência ou a defendem por desconhecimento da sua mera existência e abrangência. Todavia, é mais que passada a hora de se colocar um fim nela.

COM CONTEUDO ALERTA REDE

http://www.alerta.inf.br/e-hora-de-acabar-com-o-indigenismo-antes-que-incendeie-o-brasil/

DA REDAÇÃO DO FRANCO DA ROCHA NEWS

EDIÇÃO JC PEREIRA

Última atualização em Sáb, 28 de Junho de 2014 21:29
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