INDIGENISMO E POLÍTICA INDIGENISTA Roraima

Ter, 17 de Junho de 2014 12:22 Acessos: 3055
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RORAIMA

INDIGENISMO E POLÍTICA INDIGENISTA 
A continuação dos contenciosos envolvendo comunidades indígenas em vários estados indica que o aparato internacional que controla a agenda política indigenista não tem a menor intenção de reduzir a intensidade da sua guerra irregular contra o Brasil. E guerra não é uma descrição exagerada do risco de escalada da campanha indigenista, a julgar pelas declarações de algumas lideranças indígenas das áreas em que ocorrem os contenciosos, que ameaçam ir à guerra para expulsar os não índios de terras ocupadas há décadas e para impedir a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Desafortunadamente, as instâncias superiores do Judiciário têm se deixado contagiar pelo vírus do indigenismo militante nos processos de demarcações de reservas indígenas, adotando um nominalismo legalista que coloca o “cumprimento da lei” acima de qualquer consideração pela paz social ou a integridade territorial do País e, principalmente, tem incentivado o prosseguimento das campanhas indigenistas.



No Nordeste de Mato Grosso, grupos xavantes têm promovido uma série de ações agressivas contra os residentes na área demarcada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) para a reserva Maraiwatsede, nos municípios de Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia. Na área, com 168 mil hectares, existem vários vilarejos, com comércio, escolas e indústrias de beneficiamento de arroz, que ali se instalaram a partir da década de 1960, depois que o Governo Federal transferiu os indígenas para outra reserva. A partir de 2003, o aparato indigenista passou a incentivar os xavantes a retornar à área e, em outubro de 2010, o TRF bateu o martelo a seu favor, passando por cima dos direitos dos milhares de residentes do local, que passaram a ser ameaçados e fustigados pelos indígenas, para forçar a sua expulsão.

Em uma reportagem levada ao ar em 9 de julho, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão exibiu os resultados de algumas ações violentas dos indígenas, inclusive, a ameaça do arrogante cacique Damião Paridzané: “Se demorar muito, nós vamos invadir outra fazenda. Nós vamos tomar. Se é guerra, é guerra (Alerta Científico e Ambiental, 14/07/2011).”

Guerra também foi a palavra usada pela líder do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Sheila Juruna, para descrever a intenção dos indígenas mobilizados contra Belo Monte. Em uma entrevista publicada pelo Diário do Pará, em 24 de julho, a líder juruna deixou claro que a intenção do movimento indigenista é impedir a construção da usina:

Não tem nenhuma maneira de se fazer Belo Monte. Ela não pode existir de maneira alguma. Não somos contra o desenvolvimento e nem contra a geração de energia, mas há outras formas de geração de energia. O que se gasta socialmente e ambientalmente com um empreendimento de barragem poderia ser transformado em pesquisas de outras fontes renováveis. Nós estamos prontos. Se o governo quer guerra, vai ter guerra.

Sheila Juruna, que é estudante de Geografia da Universidade Federal do Pará (UFPA), ganhou notoriedade global ao ser fotografada junto ao cineasta canadense James Cameron, um dos principais promotores da campanha internacional contra Belo Monte, em uma das suas viagens ao Brasil, no ano passado.

Por sua vez, o Movimento Xingu Vivo para Sempre se autodefine como um coletivo de organizações e movimentos sociais e ambientalistas da região de Altamira e das áreas de influência do projeto de Belo Monte, no Pará, apoiado por mais de 250 organizações locais, estaduais, nacionais e internacionais. Entre as ONGs nacionais e internacionais que apoiam o movimento, encontram-se – sem surpresa – algumas das integrantes do “Estado-Maior” do aparato ambientalista-indigenista, que articula a campanha internacional contra o desenvolvimento da Região Amazônica: Amazon Watch, International Rivers Network, Instituto Socioambiental (ISA), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Por outro lado, o recrudescimento das campanhas indigenistas e a crescente agressividade demonstrada por alguns indígenas em suas ações decorrem da infausta decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao confirmar a demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, que sinalizou para tais grupos uma inclinação dos tribunais superiores do País quanto à aceitação de suas demandas. Por conta disso, é previsível que, cedo ou tarde, as lideranças políticas e as instituições jurídicas brasileiras ver-se-ão diante da necessidade de rever, não apenas a situação de Roraima, às voltas com uma virtual inviabilização socioeconômica do seu território, como, igualmente, reconhecer que a política do Estado brasileiro para os povos indígenas não pode ser “terceirizada” para organizações contrárias ao desenvolvimento do País, em especial, da crucial Região Amazônica. Quanto mais tal decisão tardar, maior será o preço pago pela Nação.

7 Comentários
GUILHERME SERIQUE
agosto 30, 2011 às 6:12 pm
Esses índios, infelizmente, são manipulados igualmente os coitados dos ditos sem terra, onde “lideranças” sem um senso de respeito a evolução do bem estar humano, obrigam os indios a pensar que devem permanecerem na selva com ajuda de pajés e se alimentando de caça, onde ignoram que o verdadeiro anseio dos indígenas é ter acesso assistência a saúde, educação etc. Onde moro, os índios não procuram mais o pajé e sim um enfermeiro no posto de saúde, e matriculam seus filhos em escolas municipais. Suas casas são de alvenaria e lutam para que o conforto de uma sociedade organizada proporciona cheguem a seus descendentes. Lembrai-vos do estado atual dos índios da Reserva Raposa Serra do Sol.
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FENDEL
setembro 23, 2011 às 12:29 am
índio quer moto-serra, tenis, celular e helicóptero…
o resto é abobalhamento criminoso religioso
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HARALD
novembro 20, 2011 às 11:37 pm
Ocupar para não entregar – um território quase do tamanho da França com população de um município, médio – criar condições para aumentar a população local – kms para meia dúzia de índios – riquezas para países estrangeiros – proibir estas ongs de mentira
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AMELIA LIMA
fevereiro 12, 2012 às 12:07 am
O Pará precisa de algo mais importante que a energia. Precisa de respeito, dignidade aos seus povos, justiça aos crimes por terra, valorizar os povos indigens etc
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JEFFERSON L BANDERÓ
abril 12, 2012 às 11:44 am
Eu sou a favor da não construção das barragens das hidrelétricas, vamos construir mais Reatores nucleares nessas imensas áreas de reserva, aí sim ficará ótimo e terá bem pequeno impacto ambiental
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JEFFERSON L BANDERÓ
abril 12, 2012 às 11:46 am
Sem contar que hoje uma boa parte da população da Reserva Raposa do Sol está passando fome e necessidades pois o poder público não está presente igualmente
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ROLDÃO SIMAS FILHO
junho 29, 2013 às 1:19 am
Os índios aculturados não precisam de terra; não têm capacidade técnica / financeira de produzir sequer os alimentos de que necessitam. Sua demanda por terras ou é por esperteza ou é por terem sido manipulados.
Os índios que se manifestam contra as barragens e usinas hidroelétricas o fazem contraditoriamente às suas próprias necessidade de ter eletricidade em casa (não moram mais em choupanas) para fazer funcionar seus aparelhos de TV e outras modernidades que desejam ter ou já têm.
COM CONTEUDO ALERTA INFORMATIVO
http://www.alerta.inf.br/conflitos-indigenas-e-hora-de-reabrir-o-caso-de-roraima/
DA REDAÇÃO DO FRANCO DA ROCHA NEWS
EDIÇÃO JC PEREIRA

Última atualização em Sáb, 28 de Junho de 2014 21:38