INDÍGENAS AWÁ GERA REVOLTA ENTRE MORADORES DA ÁREA

Ter, 17 de Junho de 2014 11:40 Acessos: 2998
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REVOLTA INDIGENA

FRANCO DA ROCHA NEWS, 17 DE MAIO DE 2014, 10H27
COLUNA ACONTECE AGORA - www.francodarochanews.jex.com.br
Câmara cria frente parlamentar em favor de atingidos pelo ambientalismo-indigenismo
Awa desintrusaoEm uma oportuna iniciativa, um grupo de deputados federais criou uma nova frente parlamentar, com o objetivo de se oporem aos excessos cometidos nas intervenções do aparato ambientalista-indigenista no País. 


Denominado Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Áreas Protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas), o grupo, coordenado pelo deputado Weverton Rocha (PDT-MA), é integrado por 215 parlamentares e pretende atuar no Congresso em defesa dos não-índios que vivem em áreas cobiçadas por ambientalistas e indigenistas, e se vEem atualmente desprotegidos pelo Estado brasileiro. Também conhecida como Frente Humanista, a entidade deverá ser oficialmente lançada no próximo dia 28 de maio, segundo o site Questão Indígena 

A nova iniciativa parlamentar visa combater os excessos da política de criação de áreas protegidas, que tem afetado milhares de cidadãos, como os 6 mil agricultores expulsos da antiga Gleba Suiá-Missu, em Mato Grosso, após a demarcação da área para a constituição de uma nova reserva indígena, por ação da Fundação Nacional do Índio (Funai). Para Rocha, “não se pode deixar que a necessária proteção do meio ambiente e dos índios force o estado brasileiro a violentar direitos das pessoas afetadas”.

O documento de constituição da Frente Parlamentar assim descreve as suas finalidades (Art. 2º.):

I – acompanhar, propor e analisar proposições e programas que disciplinem todos os assuntos referentes ao reassentamento involuntário em áreas protegidas;

II – divulgar os problemas causados pela criação de áreas protegidas, notadamente, unidades de conservação e terras indígenas às populações residentes nas áreas a serem desapropriadas antes da criação da Área Protegida;

III – acompanhar as ações a serem empreendidas pelo Poder Público no sentido de proteger os direitos dessas populações;

IV – realizar encontros, simpósios, seminários, debates e outros eventos, com vistas a aventar as medidas legislativas necessárias a uma rápida resolução dos conflitos fundiários;

V – articular e integrar as iniciativas e atividades da Frente Parlamentar com as ações de governo e das entidades da sociedade civil;

VI – promover a divulgação das atividades Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Áreas Protegida (Unidades de Conservação e Terras Indígenas), no âmbito do Parlamento e junto à sociedade.

A frente suprapartidária pretende fazer frente às ações induzidas pelo aparato ambientalista-indigenista, em especial, pelas ações da Funai, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais, Maranhão e outros estados.

Como seria previsível, a reação do aparato intervencionista não tardou, embora o anúncio formal da criação da Frente, feito em 22 de abril, tenha passado despercebido, como admitiu o Greenpeace, em uma nota publicada no seu sítio, em 23 de maio. No sítio do grupo O Eco, a presidente da entidade, Maria Tereza Jorge Pádua, membro do conselho da Fundação Boticário e da Comissão Mundial de Parques Nacionais da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), demonstrou a irritação dos ambientalistas: “É um enorme pesadelo para os ecólogos, cientistas, profissionais e demais técnicos, ou de ambientalistas da área. Nunca um país democrata, considerado relativamente adiantado e desenvolvido, assistiu uma excrecência [sic] destas.”

Segundo ela, a medida ameaça tornar o Brasil o “campeão de extinção e recategorização de áreas protegidas ou unidades de conservação” (O Eco, 18/05/2014).

Em tom exasperado, conclui:

O que vão fazer a classe científica, as universidades afins, as ONGs com esta nova bomba? As últimas políticas públicas mostram claramente um enorme retrocesso da área ambiental, nunca visto em um país sem guerras. O que aconteceu para que falhássemos tanto? Não conseguimos, nós, os profissionais da área, motivar nossos compatriotas para impedir que tudo vá para o ralo. Esta nova ameaça desta frente parlamentar, onde estão situados os humanos que nos representam [sic], deverá nos empurrar mais celeremente para o ralo a que me refiro.

Em sua irritação, a ambientalista pode ter cometido um ato falho, ao utilizar a expressão “humanos que nos representam”, para qualificar os integrantes da nova frente. Com efeito, é notório que muitos ambientalistas, seguidores do chamado enfoque “biocêntrico” (contrário ao “antropocentrismo”, que constitui um dos pilares da civilização judaico-cristã ocidental), não fazem qualquer diferenciação ontológica entre os seres humanos e o ambiente natural, ao qual atribuem direitos próprios, aos quais a humanidade deveria submeter-se. Por isso, empenham-se na “proteção” incondicional do meio ambiente e relegam os povos indígenas ao estágio de “bons selvagens”, supostamente incapazes de se inserir no impulso civilizatório.

O Alerta em rede dá as boas vindas à nova frente parlamentar e acompanhará com a devida atenção as suas atividades.
com conteudo alerta informação
http://www.alerta.inf.br/camara-cria-frente-parlamentar-em-favor-de-atingidos-pelo-ambientalismo-indigenismo/
DA REDAÇÃO DO FRANCO DA ROCHA NEWS
EDIÇÃO JC PEREIRA

Última atualização em Sáb, 28 de Junho de 2014 21:49