Era uma vez uma Pátria Amada chamada Brasil...

Sex, 27 de Fevereiro de 2015 17:21 Acessos: 3093
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ANDREIA 1

 

Era uma vez uma Pátria Amada chamada Brasil...

 

Era uma vez

Uma Pátria Amada

Chamada Brasil...

 

Era habitada

Pelos índios que

Tinham a força,

A beleza e a valentia

Do herói, mas

Faltou-lhe a arte

Da malandragem

Para fazê-lo

Tirar vantagem

Do ouro, pedras

Preciosas e iguarias

Finas que o fariam

Virar cowboy

 

Foi quando encontraram

Um povo que, em termos

De malandragem, eram

Diplomados...

 

Eles encontraram nos índios

Um povo fácil de doutrinar

Por isso nossa terra escolheu

Para nossas riquezas tomar

 

Ah, havia índias, servidas

Ao bel prazer dos exploradores

Para a sua vida adoçar, não é

Só de coisas materiais que eles

Satisfaziam-se, uma bela índia

Era um bom aperitivo

Para depois do jantar

 

Dom Pedro até dizia:

“Elas tinham suas partes

Íntimas bem cerradinhas,

Seus peitos pareciam

Mamões, suas curvas

Eram bem esculpidinhas,

Venham para cá bravos

Amigos vamos o Brasil

Colonizar e desse país

Se apossar...”

 

A beleza da indiazinha,

Além de mito, tornou-se

Propaganda para muitos

Desbravadores virem aqui parar

 

O índio, por sua vez, era

Um ser que até então

Não conhecia o capitalismo,

Cuja lição foi-lhe ensinada à

Base de ferro, fogo, sangue e

Muitas perseguições a seu povo...

 

Tomaram dos Índios

Nossa Pátria Amada

Chamada Brasil...

Mas, fico me perguntando,

O Brasil não seria de

Seu próprio povo?

 

Apesar de serem vítimas,

O índio não era bobo não,

Ele recebia presentes,

Perfumes e coisas diferentes

Em troca do ouro,

De vagar o colonizador

Roubava o povo...

 

Por falta de instrução,

O índio foi escravizado,

Injustiçado, perseguido,

Assassinado...

 

Muitas vidas se foram,

Muitas lágrimas rolaram,

Muitos sonhos jogados...

 

Num certo dia

Aconteceu a Abolição que

Pôs fim à escravidão.

 

Talvez, num erro

De interpretação

Eu tenha dito algo

Errado, não houve

Fim da escravidão,

Houve o começo de

Uma nova era onde

Tornou-se crime a

Escravidão, fato este

Que não impede

Senhores que, ainda

Hoje, buscam maneiras

De escravizar a população,

É incrível como manipulam

Nosso povo e agora querem

Um país comunista, é à volta

Da escravidão onde mulheres

Sem condições de comprar

O leite de seus filhos

Terão que cair na prostituição.

 

E assim as leis mudaram,

Tudo mudou, até mesmo

O sonho do pescador

Mudou...

 

Muitas famílias trabalharam

E aqui conquistaram

Seu pedacinho de chão...

 

Muitos anos se passaram,

O trabalhador aqui ganhou

Muitos direitos, bradava ele:

“Oh, Pátria Minha, aqui nasci

E aqui quero morrer!”

 

Em muitas regiões

Era como o bang-bang

As coisas se resolviam

Era na base do tiroteio.

 

Não havia Direitos Humanos

Era o mundo do cada um

Por si, um por todos, cada

Um que se proteja como pode,

Mas, quem entrar na guerra,

Entra sem saber se sairá vivo ou morto.

 

Muito se evoluiu,

Nas ciências, nas artes,

Criou-se uma tal de

Constituição para

Assegurar nossos

Direitos, os Direitos

Do Povo, este foi um

Grande Feito.

 

O Estado ficou

Então obrigado

A proteger a nação,

Mas, talvez seja este

Um erro de interpretação,

Ganha chá de cadeia

E/ou multa quem

Resolver protestar

E/ou até mesmo um

Pé na bunda pode-se

Pensar em ganhar

 

E olha que vivemos

Num país cuja Constituição

Diz ser Democrático de Direito,

Era um direito que

Bradávamos no peito.

 

Na lei, protestar não é

Proibido não, mas é

Proibido falar verdades

Que nunca se tem ouvido.

 

Num Certo dia,

Um sujeito assina um

Tal decreto dando

Terras do povo para

Os injustiçados índios,

Mas, aí te pergunto:

“O que eu tenho à ver

Com a briga dos Portugueses

Com esses tais índios?”

 

A mídia, toda comprada, nada

Fez para a verdade mostrar e

Agora pessoas estão perdendo

Suas casas, o único lugar que

Tinham para morar... estão

Tirando-lhes tudo o que a vida

Inteira levou para conquistar

Porque prefeituras, para cumprir

Tal decreto, dão autorização

Para desconhecidos de sua

Terra se apossar, esse é o

Troco que se ganha

Por se viver num país

Cujas eleições mais

Parece um jogo de bang-bang,

Compra-se o voto com o

Dinheiro do povo e, depois,

Criam-se decretos para

Assaltar o povo. É um

Roubo amparado numa

Tal lei que só serve

Pra fu... com a vida do povo.

 

Fico me perguntando

Cadê a tal da Constituição

Por que lá fala que brasileiro

Tem direito a ter moradia,

Saúde e vida digna, de até

Mesmo ter sua própria mansão,

Mas como alegria de pobre

Dura pouco, o povão é

Um ser desgraçado, o

(Des)governo deixa-nos

Sofrendo às mínguas, não

Passamos de pobres coitados

Nas mãos de ladrões que

Roubam, aos poucos, nossa

Dignidade, nosso espírito,

Nossa nação...

 

É isso que o povo ganha

Ao colocar nosso país

Nas mãos de ladrão,

Ficamos chupando dedos

Enquanto o sistema

Vai-nos engolindo

Até o caixão.

 

Fico me perguntando

Cadê a tal da Constituição

E dos Direitos Humanos,

Ô minha filha, você sumiu!...

 

Constituição,

Direitos Humanos,

Este é o grito de

Toda uma nação!...

Andréia Franco

Alta Comissária Direitos Humanos WPO

Colunista Social ABCS

Academia Brasileira dos Colunistas Sociais.

 

Aparecida de Goiânia-GO, 27/02/2015.

 

 

 

 

 

Última atualização em Dom, 01 de Março de 2015 17:20