Não vai dar certo!

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Não vai dar certo!

Desde os primórdios, temos observado que grandes invenções, grandes descobertas, grandes guerras, grandes discursos, tem sido representados por pessoas capacitadas, ou por quem está intimamente envolvido com determinado assunto, ou especialistas.

O avião, o 14 bis de Santos Dumont, obteve sucesso porque, apesar de não ser um engenheiro, ele era envolvido com os seus projetos e era um objetivo dele, voar e ter autonomia no vôo. Conseguiu! Por quê? Porque era especialista em seus projetos.

Alexander Fleming, descobriu a Penicilina e posteriormente a Lysosima, e revolucionou a medicina. Como? Era médico e especialista. As descobertas foram consequência da sua capacitação.

Adolf Hitler, nascido na Áustria, mudou-se para a Alemanha, lutou na primeira guerra mundial, foi condecorado, altamente politizado, criou um objetivo, e com grande oratória, seguindo o exemplo de Mussolini na Itália, funda seu próprio partido, evolui em suas conquistas por derramamento de sangue e chega ao topo, formando Terceiro Heich. Agora, só lhe faltava o mundo. Quase conseguiu, aplicando métodos absurdamente criminosos, mas que encorajava a todos que lhe seguiam. Era um verdadeiro especialista.

Winston Churchill, graças à sua oratória e enorme perspicácia, além da coragem e fé, conseguiu, Inglaterra não fosse conquistada por Hitler e suas decisões, juntamente com os aliados mudaram os rumos da humanidade. Como? Era um grande orador e mesmo desacreditado inicialmente, nunca perdeu a visão e o foco nos seus objetivos. Era um conquistador.

Observem nesses poucos exemplos que grandes mudanças, curas, pesquisas importantes, ou a aplicação de imutáveis leis, foram a base de todos esses homens e mulheres que se “especializaram” no que faziam e no que se dedicavam.

Nenhum deles desenvolveriam suas teses, ou obteriam suas vitórias, se buscassem conhecimento em áreas que não dominavam.

Imaginem Churchill no laboratório de Fleming! Hitler pilotando o 14 bis ou ainda, Santos Dumont liderando o Terceiro Heich!!! Certamente estaríamos 100 anos atrasados!

Diversas crises que o mundo tem enfrentado e produzido mortes ou sequelas enormes, é porque perdemos a objetividade que possuíamos a tempos atrás. Hoje, talvez motivados pelo despreparo, determinadas pessoas que ocupam cargos ou detém uma parcela de poder em suas mãos, estão falindo a sociedade.

O que é mais fácil? Confessar a incapacidade e passar para o mais hábil, ou promover um estado de passividade ou medo na população para que os incompetentes não sejam reconhecidos? A ganância os impedem de serem altruístas e honestos. Desviam suas atitudes para que a população, através do desconhecimento de causa, agregada ao medo, possam tornar-se uma massa de manobra, muitas vezes apoiando esses poderosos que gritam, ameaçam e matam sem um mínimo de remorso, para manterem-se no poder.

Um exemplo dos mais terrível e recente, foi a condução tática e técnica diante da Sars-COVID-19.

Toda informação recebida pela população, era fornecida por políticos, leigos, mídia, ou mesmo por profissionais médicos, sem a capacidade ou sem ser um especialista no assunto, corroborando os incompetentes!

Eu nunca tinha visto um engenheiro operar uma apendicite perfurada com peritonite generalizada!

Mas foi o que eu assisti e observei o resultado esperado: mortes, mortes e mais mortes...

A irresponsabilidade era tamanha que, para se explicarem, sempre usavam da técnica do “atribua à outro a sua incompetência, até que todos acreditem”!

Estamos num quadro absurdo de contágio de um vírus, que certamente em mãos de especialistas comprovadamente honestos, com “pedigree”, nos dariam outro curso, mais ameno e melhor controlado que o atual.

A pior cena que assisti, foi quando juízes, que deveriam ser especialistas em lei, começaram a direcionar a conduta médica diante de uma pandemia. Ninguém gritou por socorro, ninguém chamou o médico.

Deu no que deu, e por causa desses que exerceram ilegalmente a medicina, temos hoje o quadro catastrófico em que nos encontramos.

Que a vergonha e o bom senso voltem a ser uma regra, para que possamos ser dirigidos por especialistas, como tivemos no século passado. Senão..., não vai dar certo!

 

Dr José Rogério Mendes Glória

 

Embaixador da WPO.

Última atualização em Seg, 22 de Fevereiro de 2021 19:54
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