QUE FAZER COM OS VIDROS? WHAT TO DO WITH THE GLASSES?

Sex, 17 de Abril de 2015 12:08 Acessos: 15622
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WALTER LEITE

http://ireport.cnn.com/docs/DOC-1234453

QUE FAZER COM OS VIDROS? 


A invenção do vidro não encontra unanimidade de data e local, muito menos do responsável pela invenção. Contudo, estima-se que tenha cerca de seis mil anos. Por ser um material liso e impermeável, a aplicação dele é praticamente ilimitada. Nos dias atuais, a maior parte das embalagens para líquidos, menores de um litro, ainda são de vidro. Na construção civil vai desde esquadrias com todas suas variantes, divisórias, lustres e depois por eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos etc. Na indústria automobilística não se encontra nenhum veículo que não o use em maior ou menor grau. 
As tradicionais garrafas de cerveja de 600 ml são reaproveitadas pelas cervejarias somente quando estão em ótimo estado. As demais geram toneladas de lixo. Contudo, às vezes passa despercebido o grande número de embalagens de vidro que usamos no dia a dia. Seja em forma de potes para condimentos, copos, vinhos, sucos, cachaças, concentrados e principalmente uma tendência que veio para ficar que são as garrafas para cerveja long neck, que não são retornáveis e representam cinco por cento do volume total. Tudo que não retorna nem se deteriora precisa ir um lugar. Embora o vidro seja um material frágil, sua dureza é maior que o aço mais trabalhado e não tem limite para se deteriorar. 
A reciclagem de vidro é uma atividade que está no início em Manaus. Há uma indústria de moagem do vidro, feito por uma máquina criada pelo inventor Walter Leite, que deixa o vidro triturado em “grãos” do tamanho dos de feijão. Enfim, pronto para ser usado na construção civil, misturado ao asfalto e outras aplicações. A Residue há dois anos faz as mais diversas experiências com o vidro reciclado. Apoiado pelo laboratório do Senai que avaliza a qualidade e coloca o produto final como de compressão mais densa e mais difícil ruptura. Embora sem os testes específicos, estima que possa ser utilizado em concretos que exijam grande resistência, como pistas de pouso e pátios de movimentação de cargas pesadas. 
As fontes de abastecimento do reciclador ainda são fábricas de cerveja e bares, como o Porão do Alemão que comemora a solução oferecida. Os catadores de vidro ainda não se beneficiam porque a indústria tem altos custos de logística e não pode remunerá-los. Acredita-se que em curto prazo isso possa ser resolvido com o aumento do preço final do vidro triturado porque os usuários estão vendo as grandes vantagens que ele traz. Para se ter uma ideia, na fabricação do bloco de concreto, a utilização do cimento diminui. A grande vantagem é ambiental: o vidro reciclado substitui o seixo e a pedra britada, filtros naturais das águas da natureza, que assim continuam onde devem estar. Walter leite garante que o bloco fabricado com vidro granulado é isolante acústico. Quem mora em um prédio que usa esse material não precisa se preocupar com os barulhos da cidade grande. 
O pioneirismo de um empreendimento exige muita persistência e grande dose de obstinação. Obstinação que não falta ao sócio proprietário da Resídue, o pernambucano Pedro Ivo de Arruda Coelho, de 35 anos. Um empreendimento a ser festejado porque evita que o vidro seja jogado em qualquer lugar ou que tenha de ser transportado para outro centro reciclador. Ainda há um longo caminho a percorrer até formar a cultura da coleta seletiva. O vidro é apenas um item entre centenas de outros. Contudo, a reciclagem deste merece todos os aplausos e toda a colaboração da sociedade. Quando houver remuneração da atividade industrial, também haverá para os catadores que ajudarão a manter o planeta mais habitável para todos. 
Autor Matéria Luiz Lauschner 

WHAT TO DO WITH THE GLASSES? 
The invention of the glass does not find unanimous date and place, much less responsible for the invention. However, it is estimated that about six thousand years. For being a smooth and waterproof material, the application is virtually unlimited. Nowadays, most of the packaging for liquids, under a litre, still are glass. Construction ranges from squares with all its variants, walls, chandeliers and then by electric appliances, electronic devices etc. In the automotive industry is not any vehicle that didn't use to a greater or lesser degree. 
The traditional 600 ml beer bottles are reused by the breweries only when they are in great condition. The other generate tons of garbage. However, sometimes goes unnoticed the great number of glass packaging that we use in everyday life, whether in the form of pots for condiments, drinks, wines, juices, cachaça, concentrates and especially a trend that's here to stay which are the long neck beer bottles, which are not returnable and represent five percent of the total volume. Everything that does not return nor deteriorates needs to go somewhere. Although the glass is a fragile material, its hardness is greater than most steel worked and has no limit to deteriorate. 
Glass recycling is an activity that is at the beginning in Manaus. There is a glass flour milling industry, done by a machine created by the inventor Walter milk, which leaves the crushed glass in "grain" of the size of the beans. Anyway, ready to be used in construction, mixed with asphalt and other applications. The Residue two years ago makes the most diverse experiences with recycled glass. Supported by the laboratory of Senai to endorse the quality and places the end product as compression denser and harder to break. Although no specific tests, estimates that can be used in concretes which require high strength, such as airstrips and patios for moving heavy loads. 
Sources of supply of the recycler are still breweries and bars, such as the German's basement which commemorates the solution offered. The glass collectors still don't benefit because the industry has high logistics costs and cannot pay them. It is believed that in the short term it can be resolved with the increase in the final price of crushed glass because users are seeing the great advantages it brings. To give an idea, in the manufacture of concrete block, cement utilization decreases. The big advantage is environmental: recycled glass Pebble overrides and hardcore, natural nature water filters, which thus remain where they belong. Walter milk ensures that the manufactured granulated glass block is acoustic insulator. Who lives in a building that uses this material does not have to worry about the noise of the big city. 
The pioneering spirit of an enterprise requires a lot of persistence and great deal of stubbornness. No shortage of obstinacy to the owner of Resídue, the Pernambuco Pedro Ivo de Arruda rabbit, of 35 years. An enterprise to be celebrated because it prevents the glass from being played anywhere or it has to be transported to another recycler Center. There is still a long way to go to form the culture of separate collection. The glass is only one item among hundreds of others. However, recycling of this deserves all the applause and all the cooperation of society. While there are remuneration of industrial activity, there will also be for the collectors that will help keep the planet habitable for all. 

Autor Luiz Matter Lauschner 

Celso Dias Neves World President WPO 
Presidente da ABCS Academia Brasileira dos Colunistas Sociais